Um quadro sozinho é uma afirmação. Três quadros juntos são uma frase, com começo, meio e fim. Talvez por isso a composição de três seja a mais usada em projetos de interiores: ocupa a parede sem pesar e perdoa erros que uma galeria de doze molduras não perdoa.
Para quem nunca montou uma parede de quadros, começar por três peças é o caminho mais seguro. Há poucas decisões a tomar, e todas cabem em uma folha de papel.
Três maneiras de dispor
Em coluna
Três panorâmicos de 60x20 cm, um acima do outro. É a solução para paredes estreitas: entre duas janelas, ao lado de uma porta, no fim de um corredor, naquele trecho de parede que não serve para mais nada. Fica com cerca de 60 cm de largura e pouco mais de 70 cm de altura, e dá a impressão de um pé-direito mais alto.
Em linha, com formatos quadrados
Três quadros quadrados lado a lado formam uma faixa regular, muito gráfica. Com o formato de 30x30 cm, o conjunto tem cerca de um metro e vai bem sobre um aparador ou uma cômoda. Com o de 45x45 cm, chega a um metro e meio, a medida certa para ficar acima de um sofá de três lugares.
Em linha, com panorâmicos
Três panorâmicos de 60x20 cm em fila ocupam quase dois metros. É muito para a maioria dos sofás, e perfeito para um corredor, para a parede de um buffet comprido ou para a cabeceira de uma cama king.
As contas, antes de comprar
A largura do conjunto é a soma das três peças mais os dois intervalos. Entre as molduras, conte de 5 a 10 cm, sempre a mesma medida. Some ainda alguns centímetros de moldura em cada quadro.
Depois compare com o móvel. A referência é que a composição ocupe cerca de dois terços da largura do que está embaixo: para um sofá de 2,20 m, algo em torno de 1,45 m. O raciocínio completo está no nosso guia de como escolher um quadro para sala.
O que une as três peças
Três quadros quaisquer não formam uma composição. Formam três quadros. O que faz o conjunto é aquilo que eles têm em comum.
O mesmo traço, em primeiro lugar: obras do mesmo artista ou, ao menos, da mesma técnica. A mesma moldura, sem exceção. E um fio condutor, que pode ser de três tipos:
- um lugar em três vistas, como a série Paraty I, II e III;
- três lugares de uma mesma história: onde você nasceu, onde estudou, onde mora;
- um tema, como as calçadas de Copacabana, Ipanema e da Paulista.

Paraty III, terceira aquarela de uma série pensada para ser vista em conjunto.
Ideias de trios
- O centro de São Paulo: Copan, Martinelli e Catedral.
- As praias do Rio: Copacabana, Ipanema e Arpoador.
- As cidades históricas de Minas: Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina.
- O litoral da Bahia: Trancoso, Arraial d’Ajuda e Praia do Forte.
- As calçadas: três quadrados da coleção Calçadas.
Na Brasilidades, a compra de três aquarelas tem uma condição especial, aplicada automaticamente no carrinho.

Formato quadrado: Calçada Ipanema.
A montagem
Antes da parede, o chão. Disponha os três quadros no piso, na ordem e com o espaçamento que imaginou, e olhe de cima. É aí que se decide qual vai no meio. Em geral, a imagem mais forte ou mais escura fica no centro, e as duas mais leves nas pontas.
Na parede, trate o conjunto como uma peça só: é o centro da composição que deve ficar entre 1,50 m e 1,60 m do chão. Comece pelo quadro do meio, confira o nível e só então meça os outros dois a partir dele. O molde de papel, que explicamos em como pendurar quadros na parede, evita qualquer furo a mais.
Os erros mais comuns
Espaçamento desigual, que o olho percebe na hora. Molduras diferentes, que desfazem o conjunto. Quadros muito afastados uns dos outros, que deixam de conversar. E três imagens sem nenhuma relação, reunidas só porque cabiam.
Perguntas frequentes
Qual a distância entre os quadros em uma composição?
De 5 a 10 cm entre as molduras, com a mesma medida em todos os intervalos.
Posso misturar tamanhos diferentes?
Pode, mas exige mais cuidado. Para uma primeira composição, três peças do mesmo formato e com a mesma moldura dão um resultado mais seguro.
As aquarelas da Brasilidades estão disponíveis em vários formatos, com ou sem moldura, com entrega gratuita em todo o Brasil.
